AGROTÓXICOS E TRANSGÊNICOS

Sementes transgênicas só permitem produzir e vender veneno!

Por Maíra Bueno | 29.09.2017


Leonardo Melgarejo é agrônomo, coordenador do grupo que avalia os agrotóxicos e transgênicos na Associação Brasileira de Agroecologia e professor colaborador do mestrado profissional em Agro Sistema, na Universidade Federal de Santa Catarina. Ele organizou, junto com mais três pesquisadores, o livro “Lavouras transgênicas – riscos e incertezas” (2015), que reúne mais de 750 estudos internacionais sobre os impactos dos transgênicos na agricultura. Como a entrevista é longa, separamos os melhores momentos e dividimos em duas partes. Na primeira parte da entrevista falamos sobre o impacto das sementes transgênicas de soja e milho no país e a repercussão do livro na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança. E na segunda parte, sobre os conflitos de interesses ligados aos transgênicos, a atuação da bancada ruralista nesse contexto e as alternativas da Agroecologia.


PA – Terminamos a primeira parte da entrevista falando sobre os conflitos de interesses que pode haver nas publicações científicas acerca dos transgênicos... Quais são esses conflitos de interesses?

Toda vez que um pesquisador publica um artigo em uma revista científica, ele precisa declarar se há conflitos de interesses. Que é declarar se ele tem algum parente que faz parte da empresa que está financiando a pesquisa, ou se ele próprio faz parte da empresa, ou se recebe algum tipo de apoio que possa influenciar no seu trabalho, etc. Mas foi feito um estudo recentemente, com base na revisão de mais de dois mil artigos científicos publicados sobre plantas transgênicas com proteínas inseticidas, que mostrou que os conflitos de interesses nem sempre são declarados. Esse estudo identificou que em sete por cento dos artigos analisados havia uma declaração de reconhecimento de conflito de interesses, enquanto foi observado que, na verdade, havia conflito de interesses em mais de 40 por cento dos artigos.


PA – E como esses conflitos de interesses não declarados foram identificados?

O conflito de interesse mais fácil de mapear é verificar se o pesquisador está na folha de pagamento de alguma empresa de transgênicos, ou se a empresa está colocando dinheiro no laboratório para fazer a pesquisa. Então o estudo seguiu o rastro do dinheiro e mostrou comprometimento em 40% dos artigos pesquisados. Mas o estudo também refere que os conflitos de interesses devem ser muito mais amplos, porque existem outras formas mais sutis de conquistar apoio de pesquisadores, como a vaidade, a possibilidade de participar de congressos internacionais, a publicidade em financiamento de livros. Neste estudo descobriram então que havia conflito de interesses na maior parte dos artigos que identificavam a durabilidade da proteína inseticida como consistente com o interesse das empresas. Ou seja, o estudo afirmou que o conflito de interesses existe e que ele permeia muitas instituições de pesquisas. É de se supor então que boa parte das pessoas que participam da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio e que declaram convicção de que não há necessidades de ter mais estudos sobre os impactos dos transgênicos, por exemplo, também possam estar sendo influenciados de alguma forma pelas empresas!.


PA – Mas é possível identificar esses conflitos de interesses dentro da CTNBio?

Se o representante do Ministério da Saúde vale tanto quanto o representante do Ministério da Agricultura na hora de avaliar os processos, por que o Ministério da Agricultura recebe mais processos para avaliar do que o Ministério da Saúde? Como é o processo de decisão sobre a distribuição dos estudos? É difícil de avaliar isso. Mas o fato é que há uma concentração de processos na mão de relatores que sistematicamente apresentam resultados que são considerados satisfatórios para a aprovação do produto. O Ministério Público tem se manifestado quanto a isso, mas um argumento onipresente na CTNBio é: “as pessoas consomem transgênicos há 20 anos, nunca houve problema, a bibliografia internacional é robusta e se mostra satisfeita com relação a isso, não existem indícios e problemas que se acumulam”. E o fato é que aqueles cientistas sabem que não existem estudos monitorando o consumo de transgênicos, portanto não é possível afirmar que não existam problemas. Cá entre nós, é muito pouco científico um argumento que diz “eu não estou vendo, portanto não existe”.


PA – O que a bibliografia internacional diz sobre a segurança dos transgênicos?

Na bibliografia há uma profusão de artigos que contrariam essa noção de segurança. E nós percebemos que esse argumento – de que não havia indícios sobre os problemas associados aos transgênicos – era vivenciado igualmente na Argentina, no Uruguai, na Bolívia e outros países. Por isso resolvemos juntar esses estudos sobre os impactos dos transgênicos nesse volume do “Lavouras Transgênicas”. Fizemos esse esforço baixando os artigos de acesso gratuito que estavam disponíveis na literatura internacional e agrupamos no mesmo compêndio, todos com o resumo e o link de acesso ao artigo original.


PA – Ou seja, não há um consenso na literatura internacional sobre os riscos dos transgênicos...

Não! E, mais importante, há um volume de argumentos que estão sendo desconsiderados e desprezados pelas agências reguladoras nacionais e pela CTNBio. Isso é perigoso! Os agricultores estão tomando decisões alienadas! Eles desprezam informações relevantes e que terão um impacto apenas no decorrer do tempo. Essa visão obcecada pelo curto prazo, pelo máximo que pode ser retirado em cada safra, só faz sentido para quem vende os insumos que são usados na safra. É uma visão muito oportuna para as empresas que vendem sementes, adubos e produtos agrícolas, mas não é oportuna para o agricultor, que se preocupa com a continuação das suas atividades agrícolas.


PA – E quais são os riscos dos transgênicos para a lavoura?

Por exemplo, pode estar havendo uma alteração na comunidade das bactérias do solo. Existem bactérias no solo que filtram o nitrogênio do ar, que são fundamentais para a produção agrícola. Hoje o Brasil precisa importar toneladas desses adubos, sendo que os adubos nitrogenados são os mais caros. E já há estudos apontando que a população dessas bactérias que fixa nitrogênio do ar está se reduzindo drasticamente, que a capacidade da absorção de nitrogênio está sendo comprometida e que isso não só vai ampliar a necessidade da importação de adubos nitrogenados a médio e a longo prazo, como vai comprometer a produtividade. Então fazer esse tipo de alerta é interessante.


PA – Então o maior problema dos transgênicos é na própria produção?

E na saúde também! Existem impactos na saúde que não estão sendo avaliados e isso permite evidenciar na sociedade que nós não estamos tratando de um problema que é apenas rural, não estamos tratando de um negócio que acontece lá no interior. Estamos tratando de algo que chega na casa de todos. Vou te dar um exemplo: a autorização de venda de qualquer produto que possa ter impacto na natureza é regularizada em função de limites, medidos por um índice chamado “limites máximos de resíduos”. Esse índice mede a quantidade máxima de veneno que possa haver em determinado grão. Os limites máximos são definidos por instituições de saúde como ANVISA. Antes da soja transgênica ser aprovada no Brasil, o limite máximo de glifosato na soja era zero vírgula duas partes por milhão, zero vírgula dois microgramas por grama, ou seja, 0.2 ppm. Esse limite era associado ao fato de que se aplicava herbicida entre as filas das plantas, para não matar a planta de interesse, que ainda assim terminava contaminada, já que a raiz absorve parte desse herbicida. Ou seja, esse conteúdo não é suficiente para matar a planta, mas a planta metaboliza o herbicida, que vai parar no grão. Com a soja transgênica, que não morre com a aplicação desse veneno, se aplica o veneno sobre as plantas. Então a quantidade absorvida pela planta passou a ser maior. E a quantidade residual também. Mas o limite máximo de resíduo tornava a soja transgênica irregular no Brasil. Por isso o limite máximo de resíduo efetivo foi alterado, passou de 0.2 ppm para 10 ppm.


PA – Nossa! Houve um aumento brutal!

Aumentou cinquenta vezes o limite máximo de resíduos de um ano para o outro! O argumento adotado para estabelecer esse novo limite era de que a literatura brasileira estava equivocada. Que esse novo limite máximo de resíduo era validado em outros países, portanto, tinha que validar aqui! O limite máximo de resíduos é importante porque regula o contato dessas substâncias com os organismos humanos. Já existem estudos da própria ANVISA, junto com o Instituto Nacional do Câncer, que dizem que quantidades não detectáveis de moléculas de glifosato são suficientes para alterar processos hormonais, podendo determinar a formação de determinados tipos de câncer. Então já se sabe que o glifosato é cancerígeno e que causa câncer não pela quantidade, mas pela alteração dos processos. Ou seja, a quantidade é um problema, mas a presença já basta. E se um produto é considerado cancerígeno e essa possibilidade de câncer está associada a pequenos contatos não é razoável que esse produto possa ser jogado de avião no céu do Brasil como tem acontecido, você não concorda?!


PA – E por que os agricultores continuam usando essas tecnologias?

Sempre que surge uma novidade tecnológica no mercado há um otimismo radiante. As pessoas têm muita confiança na ciência, acham que a ciência é descomprometida, isenta... As tecnologias, em especial, são abraçadas por formadores de opinião no campo científico com muito otimismo. E há muito marketing! A cada ano que passa as empresas apresentam novas gerações de produtos transgênicos. Eles são necessários porque as gerações anteriores estão deixando de funcionar, então as empresas têm que tirar um produto do mercado que é obsoleto e apresentar um novo produto. Mas isso não significa que o novo é melhor que o antigo, apenas que o antigo não funciona mais


PA – Por que os transgênicos perdem a sua função ao longo do tempo?

Vou ter dar um exemplo: o uso continuado das primeiras sojas tolerantes ao glifosato fez com que a natureza reagisse para enfrentar um ambiente com veneno sempre presente. Surgiram plantas espontâneas que não morrem mais com o glifosato e isso criou um problema novo para a lavoura brasileira. Isso também vem ocorrendo no caso do milho e do algodão transgênico. Estão crescendo plantas hoje que antes não existiam na natureza, resistentes aos herbicidas [aplicados sobre os transgênicos] e que são mais difíceis de controlar.


PA – E o que fazem as novas gerações de transgênicos?

Como todo processo envolvendo produção, estudo e autorização de novos venenos é muito complexo, caro e difícil de ser realizado, no curto prazo faz-se uma transformação na planta para que ela seja resistente a outro herbicida já existente. Então nós estamos voltando a usar venenos que estavam sendo abandonados por serem muito perigosos. A nova soja e milho transgênicos da tecnologia ENLIST, por exemplo, são resistentes ao herbicida 2-4D. A ANVISA considera o glifosato como um produto “pouco tóxico” e o 2-4D, “extremamente tóxico”. Ou seja, nas novas gerações de transgênicos, substitui-se o gene de resistência a um produto considerado pouco tóxico (no caso, o glifosato, e que mesmo assim causa câncer) por outro que vai estimular o uso de um produto extremamente tóxico!


PA – Qual o impacto do uso desses agrotóxicos?

Não se sabe ao certo, e são vários! Por que há algumas plantas que morrem com herbicida 2-4 D e algumas com o glifosato. Mas se o agricultor tiver uma planta de milho tolerante aos dois herbicidas, você acha que o agricultor vai passar o trator duas vezes na lavoura para aplicar um herbicida de cada vez? Não! Ele vai misturar os dois no tanque e aplicar de uma vez só para economizar tempo e combustível. E quando ele fizer essa mistura, ele vai gerar um produto tóxico que ainda não foi analisado. Nós não sabemos o impacto que a mistura desses venenos pode causar, porque depende da quantidade de cada um deles, da temperatura, da forma de contato, etc. Ou seja, nós estamos criando uma tecnologia que induz os indivíduos a fazerem misturas de venenos que não foram analisadas. E que é ilegal, essa mistura não poderia ser aplicada! Considere agora que estes venenos que nem sabemos como vão atuar no organismo dos animais, serão aplicados de avião e você terá uma ideia dos problemas que poderão ocorrer.


PA – É possível fazer um uso seguro de agrotóxicos?

O grupo que defende essa abordagem diz que “para não haver problema, basta o agricultor seguir as normas e orientações do fabricante”: vestir as roupas de proteção na lavoura (que mais parecem roupas de astronauta), verificar se o vento não tem mais de 15 km por hora para não espalhar o produto no ar, verificar se a temperatura está abaixo de um determinado grau para que as partículas não oscilem e derivem para outras áreas. Ou seja, basta que as condições da natureza estejam controladas para que não existam problemas. Mas essas condições são aleatórias por natureza! É impossível controlar todas essas condições!



PA – Então entender essa questão dos agrotóxicos é fundamental para avaliar o impacto dos transgênicos no meio ambiente...

Com certeza! Além disso, já existem estudos que dizem que algumas plantas transgênicas estão se tornando mais rígidas. Nas plantas de algodão Bt, por exemplo, o talo está se tornando tão duro que se o trator estiver com um pneu careca na lavoura, pode até furar! Essas plantas ficam no solo e apodrecem no solo. E se ela é mais dura, leva mais tempo para se decompor. E as proteínas tóxicas estarão ativas lá dentro do solo. Então estamos, de certo modo, sobrecarregando o solo com proteínas tóxicas. Ao plantar a safra seguinte em cima de uma safra passada que ainda não se decompôs, joga-se proteínas novas sobre proteínas antigas, de maneira que altera a condição de sobrevivência dos seres do solo. O solo passa a carregar uma carga de proteína e inseticida que não havia antes.


PA – Como nós, como consumidores, podemos nos proteger dos transgênicos?

É importante que as pessoas saibam que quando nós compramos aquele produto transgênico que está sendo vendido nos supermercados, isso influencia o governo na decisão de liberar crédito para o plantio. Se nós não comprarmos transgênicos porque sabemos que não nos beneficia como nação, nós vamos reduzir a possibilidade do governo de financiar as lavouras transgênicas a pedido da bancada ruralista. Por isso precisamos do “tesinho” [o símbolo T que aponta a presença de transgênico] nos rótulos dos produtos. A presença do T indica que um determinado produto é pior do que outro. E a bancada ruralista quer tirar o “T” dali, para nos impedir de exercer esse direito de cidadão, de influenciar nas políticas.


PA – Qual é a alternativa para a produção com sementes transgênicas no país?

A alternativa para isso é o modelo de desenvolvimento que preconize tecnologias mais amigáveis em relação à natureza. O modelo de desenvolvimento biotecnológico que estamos adotando na agricultura gera novos problemas e esses novos problemas reforçam o modelo biotecnológico que está aí. Porque os problemas são vistos como oportunidades que pressionam as empresas a tentar novas biotecnologias para substituir as antigas. Mas os estudos publicados no livro “Lavoura Transgênica” demonstram que nessa guerra contra a natureza não há vitória possível, vamos ter que produzir novos instrumentos o tempo todo... Então uma alternativa razoável seria buscar tecnologias mais amigáveis em relação à natureza. Se não dá para ser 100% amigável, pelo menos que seja menos danosa! Tecnologias que não forcem uma seleção natural e uma explosão de populações de insetos mais poderosos.


PA – O livro aponta essas alternativas?

O livro demonstra que não estamos levando em consideração informações disponíveis na literatura internacional que são relevantes para políticas públicas. Ajuda a discutir a necessidade de um programa nacional da agroecologia na produção orgânica. Ajuda e reforça as discussões da política nacional da agroecologia. Nós achamos que o Brasil pode sair dessa aventura dos transgênicos e pode reconhecer que foi um erro, pode voltar a querer se consolidar como principal exportador de produtos livres de transgênicos.


PA - Mas isso é possível frente a nossa bancada ruralista?

Ah, não é possível! Não é possível! Essa decisão racional exige que esses conflitos de interesses sejam superados em razão de interesses mais difusos, mais amplos. E a superação exige essa conscientização maior da sociedade, exige acesso à informação! Livros como “Lavoura Transgênica”, “Dossiê Abrasco sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde” e as discussões que vem sendo crescentes nesse campo talvez permitam esse tipo de transformação.


PA – No final das contas, apenas parar de consumir o produto que vem com o T de transgênico não é capaz de alterar a política... É necessário fortalecer uma bancada agroecológica no Congresso, enfraquecer a bancada ruralista!

Precisamos, na verdade, de uma bancada comprometida com o desenvolvimento e autonomia do país! A bancada ruralista, por exemplo, tem um projeto de lei no “pacote do veneno” (PL 6299 e PL 3200, entre outros) que pede para retirar aquele símbolo das caveiras com as tiras cruzadas dos rótulos dos agrotóxicos. O deputado que apresentou esse PL diz que a caveira não é necessária e cria um constrangimento comercial. Quem defende esse projeto de lei deixa de considerar, por exemplo, que as crianças não sabem ler, mas reconhecem um produto perigoso quando veem a caveira com as tiras cruzadas. Boa parte dos operadores de máquina e dos operadores das atividades agrícolas são pessoas de alfabetização insuficiente. Muitas vezes eles não conseguem ler o rótulo, mas sabem identificar claramente o símbolo do veneno. Então retirar o símbolo do veneno é algo muito útil para vender veneno, mas é algo muito perigoso para o resto da sociedade. Quem faz uma proposta dessas está claramente facilitando a venda de produtos e está desprezando os riscos daquelas pessoas que são mais vulneráveis a um rótulo que não informa. Então precisamos que a sociedade entenda isso. Que tenha acesso a essas informações, para impedir a reeleição desse tipo de gente.


PA – Para encerrar: eu li recentemente uma notícia de que a EMBRAPA está para aprovar o primeiro feijão carioquinha transgênico. É isso mesmo?

A EMBRAPA já aprovou, há quatro anos, no Brasil, o direito de uso de um feijão transgênico. Esse feijão era o EMBRAPA 1. Ele era tolerante ao vírus da mosca branca, chamado de “vírus do mosaico dourado”. A EMBRAPA autorizou o plantio, e a autorização foi muito badalada, pelo fato de ser o primeiro transgênico genuinamente nacional, produzido por uma empresa pública, que resolveria o problema do feijão causado por esse vírus. Mas o feijão nunca veio ao mercado. Naquela ocasião, eu fazia parte da CTNBio. Como outros membros, nós argumentamos que os estudos sobre o feijão transgênico eram insuficientes, precisávamos de estudos de mais longo prazo para garantir os resultados que a EMBRAPA prometia. Depois o produto saiu da mídia, e ainda não foi distribuído. A gente não sabe a razão, se foi porque já havia problemas com a planta ou porque esses problemas apareceram depois de autorizado o plantio. Agora a EMBRAPA está falando que conseguiu uma nova combinação que vai fazer com que esse feijão possa ser distribuído no mercado...


PA – Por fim, você está dizendo que o importante não é fazer uma semente transgênica nacional, mas encontrar alternativas a este tipo de tecnologia...

Há uma tendência das pessoas serem muito generosas com a ciência, a perspectiva é muito favorável sempre que alguém anuncia algo milagroso. Mas os dados devem ser examinados antes que os riscos possam ser disseminados. A EMBRAPA tem hoje recursos transnacionais e faz pesquisas com parceria privada. Ela anunciou esse feijão transgênico e também uma alface rica em ácido fólico para diminuir os riscos das mulheres grávidas de gerar um embrião com problemas de formação – mulheres que nem sabem ainda que estão grávidas e que comendo alface rica em ácido fólico estariam ajudando seus possíveis futuros filhos... Já pensou no marketing? Esse tipo de discurso é muito sedutor, mas precisaríamos ter mais informações.



 



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